segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Auto Perseverança

"Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará."

Eu leio cada citação bíblica bizarra por aí. Todas elas remetem a mesma intenção, entregar a sua vida ao dito cujo Deus, que mal sabe da sua própria existência, quissá da nossa. Mas em alguns momentos de tristeza, eu consigo entender porque tanta gente dedica seu tempo a uma pessoa/energia/blábláblá que não conhece a fim de obter êxito na vida.

Acreditar no fato de que alguém, e não si mesmo, detém o controle da sua vida e da dos outros, é mais fácil que aceitar que não existe nada que faça isso e que tudo depende de você. Algumas pessoas não conseguiram aceitar o fato de suas vidas serem uma desgraça apenas por responsabilidade delas mesmas, então colocam a culpa no destino, e pedem a Deus, coitado, que mude o caminho que esta pessoa está traçando aqui na Terra, e todo aquele papo religioso. Mas a questão, é que nada vai mudar, se você não tiver atitude.

Tanto faz acreditar em Deus ou não, mas antes disso é necessário acreditar em sí mesmo; é menos hipócrita e mais realista. Algumas pessoas ficam são fissuradas nisso, que quando obtém sucesso em algo, depositam esse resultado Nele, mas ele não fez nada! Foi a pessoa quem fez! E aí se fecha o ciclo belo de uma lavagem cerebral bem feita.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Seleção Natural


Segundo Darwin, a evolução das espécies se dá por meio da seleção natural e outros fatores que determinam a adaptação dos animais ao meio em que eles vivem. Pois bem, segundo essa teoria, que mais tarde foi complementada pela descoberta das mutações, há variações genéticas no fenótipo ou genótipo de todos os seres, que podem ou não ser úteis, mas que conforme postas a prova determinam aqueles mais fortes e suscetíveis a sobreviver, e aqueles que mais tarde serão extintos pela ausência ou presença de alguma característica que não o favoreça naquele meio.

É fácil perceber isto na natureza, na "selva de mato", onde a vida corre num fluxo simples de nascer, crescer, reproduzir, morrer e dentre essas missões, é claro, sobreviver. Mas e na "selva de pedra" criada pelo homem? Não há mais a necessidade de matarem uns aos outros em troco de comida, água, ou fogo, remédios curam milhares de doenças que antes eram agentes muito úteis em selecionar os mais fortes e resistentes. Hoje tudo é mais fácil, então onde acontece essa seleção? Será que o ser humano conseguiu ao longo da sua evolução intelectual, pausar a sua evolução física? Ou será que ao longo de mais alguns milhares de anos, o homem estará sentindo na pele o que é ser adaptado naturalmente à cidades, e não a natureza?

Afinal, o habitat natural humano não é uma cidade, mas a selva, coexistindo com os outros animais, não menos inteligentes nem evoluidos, mas em algum lugar na linha do tempo, as mesmas mutações genéticas, responsáveis por mudanças inocentes, como a cor dos pêlos ou o surgimento de asas, possibilitou ao homo sapiens o poder de julgar, raciocinar de maneira mais complexa e inventar, dando início assim a o que o mundo é hoje.

Portanto, talvez não seja nosso erro sermos egoístas, e de tão inteligentes, burros. Se pensarmos que o erro foi do acaso evolucionário, só estamos cumprindo com o nosso papel, e estamos levando a natureza rumo ao que ela mesma se pôs, mas não tardar, este acaso vai corrigir seu erro em busca do equilíbrio, da mesma forma que fez quando percebeu que os dinossauros não estavam dando muito certo.

sábado, 19 de setembro de 2009

Ideal Fracassado

Fico pensando se Aristóteles, Platão e outros filósofos, que em sua época detinham de poucos artifícios para acertarem nas suas concepções sobre a existência e tudo que a cerca, estivessem vivos hoje para verem que muito do que eles pensaram na verdade não era lá exatamente aquilo que se pensava ser aplicável.

A maior frustração do mundo é depositar todas as certezas a cerca de algo e, depois de algumas experiências, perceber que pelo menos da maneira com que se está aplicando toda uma filosofia não é bem a certa, ou até mesmo toda a lógica ao redor do conceito em que se crê está incorreta.

Mas será que isso é culpa das pessoas, ou simplesmente o pensamento não se aplica a nenhum ser humano? Uma experiência só não pode ser tida como a definição de todas as práticas, uma vez que Newton realizou centenas de vezes o mesmo experimento apenas para definir o que é gravitação, algo relativamente simples, agora.

Portanto pode ser que por enquanto um pensamento tão óbvio pareça complexo demais, mas que amanhã seja simples e rotineiro, dependendo exclusivamente de quem pratica este pensamento. Mas uma vez que este fracassa para o seu idealizador, nada mais faz sentido, apesar de se querer morrer pregando aquilo em que ele acredita, e pensando assim pode-se compreender porque o Lula da década de 70 não é mais o mesmo.

Não se pondo no lugar dele é muito fácil criticar, mas quem sabe ele, na mesma situação em que Sócrates se encontraria hoje em dia vendo teorias suas caindo por terra, não percebeu que tudo aquilo em que ele acreditava e pensou um dia praticar, na verdade é impraticável da forma com que ele sempre pregou? A teoria não tem absolutamente nada a ver com a prática, ainda mais quando se lida com muitos fatores variáveis como o fator pessoa, o mais complexo de todos.

Pelo menos o fato de tentar concretizar o seu modo de pensar te torna um herói mesmo sendo fracassado, como Hitler, um herói da sua filosofia, fracassado pelo fato dela não ser aplicável, mas que morreu lutando pelo seu ideal.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ah, O Amor...

O amor é a mais bela fusão de sentimentos contrastantes e avessos. É a partir dele que alguém encontra a si mesmo em outrém, mas se perde dentro do seu próprio eu, num emaranhado de bolhas coloridas em formato de coração, que viajam dentre neurônios, cada um com uma sensação.

sábado, 1 de agosto de 2009

Cabeça dinossauro

Andei pensando... Por que as pessoas tem cabeça dura? Será que a realidade que as cerca é tão dura quanto sua cabeça, a ponto de nas forças promovidas pelo empacto entre ambas essas se anulem? Afinal, negar o mundo é negar a sua própria existência, uma vez que ela está inserida neste mundo.

domingo, 26 de julho de 2009

Misturas


Rosa com Azul
Óleo em água
Azul com Rosa
Feridas não se apagam

Rosa com Rosa
espinhos se conhecem
Azul com Azul
estes também se envaidecem

Envaidecem pela diferença
de orgulho ao seu somar
apesar da indiferença
da sociedade em seu olhar

Enquanto isto Azul com Rosa
de normais batidos se passam
afinal o que no preconceito enrosca
são os iguais que se entrelaçam.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Liberdade e Compromisso" [2]


Em resposta a I KNOW

A liberdade é o estado máximo da conscientização dos seus próprios limites. Mesmo que limitar-se seja algo de cunho redutor do moral, há de reagir inversamente a este propósito instituindo-se o fato de que estar no limite de algo é ter atingido a plenitude dos seus atos segundo os fatos sociais inerentes em cada tipo de sociedade.

A liberdade de um homem ao escolher um caminho, é a mesma concedida a um jovem para arcar com a consequência dos seus atos, ilimitada. Tudo é dependido, portanto, da obtensão desta em seu estado mais completo, porém a única maneira para que tal ocorra é a agregação de atitudes e pensamentos que venham de encontro com a demonstração de responsabilidade, racionalidade, dedicação e amor. Assim quanto mais alguém dá de si para algo, mais isto, que por ventura é o fator limitante da liberdade, lhe possibilita a abertura de um leque de opções que ampliam as atuações do indivíduo para que este se sinta ao máximo liberto, mesmo estando preso.

Fato que pode ser observado em relacionamentos abertos e empresas como a Google. Diante da demonstração de confiança plena aliada a dedicação e responsabilidade, o relacionamento e o trabalho, os dois maiores limitantes logo após religião e estado(estes sim são irredutíveis), simplesmente coexistem com seus opostos, ou seja, estar empregado e 'desempregado', estar casado e 'não casado'.

Portanto, a liberdade é o resultado da mais perfeita atuação individual e do reconhecimento desta por meio das concessões passíveis de serem realizadas no perímetro das regras que regem o meio em que se encontra um indivíduo, por isso não há liberdade sem compromisso, e compromisso sem liberdade é um calabouço a ser evitado.

O modismo do comodismo


O comodismo é o mal do século. Fato. É incrível ver quanta gente se melancoliza a todo instante e se devassa por dentro diante de dúvidas incessantes e nada fazem por comodismo. Existem mulheres de 80 anos se divorciando por aí e se casando novamente, portanto se alguém com o "pé na cova" consegue mudar radicalmente, porque não alguém com o pé na plenitude da evolução fazer o mesmo?

A mudança é o muro mais alto do bairro do comodismo, e por trás dele pode haver uma vala com estacas de madeira, um jardim florido, ou os dois. O sofrimento é inevitável, contudo se ele é inevitável também na forma atual de se viver, qual a perda que se tem ao mudar? Ainda que quebrando o comodismo, o sofrimento aumente, há opções infinitas de como mudar isso.

Talvez seja isso que o mundo inteiro esteja precisando. Quebrar o comodismo, e porque não, inovar a própria maneira de viver?

domingo, 5 de julho de 2009

Opinião


A opinião é a resultado mais comum, no costume humano, do estabelecimento do resultado das suas reflexões. Portanto, algo muito pessoal. Mas o grande defeito da opinião, é o fato de que ela não é uma opinião por si só, ou seja, simplesmente aquilo que alguém pensa sobre alguma coisa. Nela há sempre inserida aquela vontade inerentemente 'homossapiana' do que se conhece como monopolismo ideológico, liderança, ou influência. O fato é, que poucos conseguem expressar-se sem querer convencer os outros de que aquela opinião é o resultado certo da sua soma de percepções acerca de algo.

Incrivelmente o receptor da opinião, num ato de puro instinto, ao ouvir a opinião alheia, rapidamente revida ao interlocutar a sua, e começa a discussão. Porém, o que não se percebe, é que não existe opinião certa, ou opinião errada, e por mais que o conhecimento seja demasiado maior por parte de alguém, uma opinião ignorante, mas que possua o dom de ter outro ponto de vista, pode ser muito eloquente e, assim, fazer a diferença.

Entretanto, o que esta história tem de mais intrigante, é o porquê do homem ter essa vontade enorme de incutir na cabeça das pessoas a sua forma de pensar, e assim instituir que à sua maneira é o mais correto. Afinal, se a opinião é o resultado das reflexões derivadas de percepções sobre alguma coisa, a percepção retida da opinião alheia, na verdade deveria gerar outras reflexões que aperfeiçoassem a opinião inicial, dessa forma, uma soma de opiniões, que resultasse numa outra mais aperfeiçoada.

Portanto, se o egoísmo não fosse tão inerente como o próprio monopólio, quem sabe o mundo seria melhor. Se, ao receber opiniões de diversas formas, isto afetasse de forma positiva o opinião própria gerando um resultado mais abrangente, então tudo seria melhor planejado, executado, e desta maneira, muito harmoniosamente relacionado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Encruzilhadas da vida mental

Existem dois tipos de homem, o racional e o emocional. Mas que tipo de homem se torna, aquele que perde a razão, e não sabe mais o que sente? Nada? Quando a razão não consegue mais resolver problemas, e quando a emoção já não sabe mais o que sente, dúvidas e sentimentos simples se tornam insolúveis. A reflexão se torna imprescindível, mas tão burocrática com as próprias exigências de perguntas infundadas e de percepções mal resolvidas, que fica falha e comprometedora.

Então adiam-se decisões e se criam soluções, que em minutos seguintes se tornam equívocas e passíveis de perguntas: Por quê? Por que isso foi pensado, se na verdade era aquilo? Mas então porque foi pensado isso antes, e não aquilo a que se deve a verdade? Mas essa é a verdade? Não seria mais racional aquela outra? Porém é esse o sentimento! Mas que zona é esta? Melhor "deixar quieto"...

E na busca incessante pelo autoentendimento, é descoberto o simples e impactante fato de que este inútil item indispensável na vida é praticamente nulo no momento em que mais se precisa dele. Talvez esta seja uma resposta inconsciente de uma mente refugada dizendo: Não quero pensar, já pensei demais, e nunca fui levada em conta. Talvez, algum dia, o homem racional tenha tomado espaço do sentimental, ou o contrário, e o que deveria ser seguido foi obscurecido pela concepção errada do modo de pensar errado no momento errado.